Versão totalmente elétrica mantém capacidade de carga de 715 kg e reboque de 1,6 tonelada – mas autonomia no ciclo combinado é de apenas 257 km
A Toyota finalmente eletrificou a Hilux, a picape média mais vendida do Brasil ganhou sua primeira versão 100% elétrica em Bruxelas, onde foi apresentada durante o salão automóvel da cidade. Com bateria de 59,2 kWh e dois motores elétricos (um por eixo), a nova Hilux elétrica promete até 380 km de autonomia no uso urbano – mas só 257 km no ciclo combinado WLTP, o que pode ser pouco para quem roda muito.
O modelo chega às concessionárias europeias em abril deste ano. Por enquanto, não há confirmação para o Brasil.

Motorização e autonomia
A configuração com dois motores elétricos garantem tração integral permanente. A Toyota não divulgou potência e torque específicos dos motores. Só confirmou a bateria de íons de lítio com 59,2 kWh de capacidade.
Os números de autonomia chamam atenção pela diferença brutal entre uso urbano e combinado. São 380 km rodando só na cidade. Mas cai para 257 km no ciclo misto – uma queda de 32% que pode complicar viagens mais longas. Para comparação, a Rampage R/T elétrica promete 412 km no ciclo EPA americano com bateria de 70 kWh.
Confesso que esperava uma bateria maior para uma picape desse porte. Rivais como a Ford F-150 Lightning usam baterias de até 131 kWh.
Capacidade de carga
Mesmo com o peso extra das baterias, a Hilux elétrica mantém números respeitáveis. A capacidade de carga na caçamba é de 715 kg. Já a capacidade de reboque ficou em 1,6 tonelada, bem menos que as 3,6 toneladas da versão diesel mild hybrid, mas ainda útil para jet skis e trailers pequenos.

A Toyota manteve a estrutura tradicional de chassi sobre longarinas. Ou seja, não é uma picape unibody como a Honda Ridgeline. A altura livre do solo continua em 212 mm e a capacidade de travessia em alagamentos permanece nos mesmos 700 mm das versões a combustão. Detalhe importante para quem encara trilhas pesadas.
Versão a hidrogênio confirmada
Além da elétrica, a Toyota confirmou que vai lançar uma Hilux movida a hidrogênio com célula de combustível até 2028. Mas a marca deixou claro que o grosso das vendas na Europa vai continuar sendo do motor 2.8 turbodiesel com sistema mild hybrid de 48V.
Aliás, esse novo 2.8 diesel substitui o antigo 2.4 e mantém capacidade máxima de carga de 1.000 kg. O motor 2.7 a gasolina segue na linha, mas apenas em mercados específicos do Leste Europeu – onde motores sem eletrificação ainda são permitidos.
Cabine dupla
A nona geração da Hilux adota o que a Toyota chama internamente de design “Cyber Sumo”. É uma tentativa de equilibrar a pegada utilitária com apelo urbano, mirando quem usa picape no dia a dia da cidade. Visual mais agressivo compete diretamente com a nova Ford Ranger, que tem vendido bem na Europa e Austrália.

Só que tem um detalhe: globalmente, a nova geração será vendida apenas com cabine dupla. Acabou a opção de cabine simples para quem precisa de mais espaço de caçamba.
Preços e chegada ao Brasil
Os valores ainda não foram divulgados pela Toyota. A montadora promete anunciar mais próximo do início das vendas em abril. Mas já dá para esperar preços salgados – uma F-150 Lightning custa a partir de 55 mil dólares nos EUA.
No Brasil, a Toyota não confirmou se vai trazer a versão elétrica para cá. Nossa Hilux atual é produzida na Argentina e vendida com motores 2.8 diesel e 2.7 flex. Com a Rampage híbrida chegando e a Ranger também renovada, a pressão aumenta para a Toyota trazer novidades.









