Primeiro modelo Jeep no Brasil a usar o Hurricane flex, Compass Blackhawk entrega 400 Nm de torque e tração 4×4
O Jeep Compass Blackhawk Flex 2026 já está nas concessionárias brasileiras custando R$ 274.290. A grande novidade é o motor Hurricane 2.0 Flex que estreia no Brasil justamente nesse Compass. São 272 cv de potência e 400 Nm de torque, mantidos tanto com gasolina quanto com etanol. Segundo a Jeep, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 6,3 segundos e bate 228 km/h de máxima.

Motor Hurricane
O motor 2.0 turbo de quatro cilindros passou por uma série de adaptações para funcionar com os dois combustíveis. A engenharia da Stellantis na América do Sul mexeu em bombas de combustível, velas de ignição, injetores e até no turbocompressor. Teve recalibração completa do conjunto e da transmissão automática de nove marchas.

Na prática, os números de potência e torque são idênticos aos da versão a gasolina que já existia. Ponto positivo, muitos motores flex perdem força quando adaptados, mas o Hurricane manteve os 272 cv cheios. O torque de 400 Nm chega cedo, a 3.000 rpm que ajuda nas retomadas.
No consumo, o Compass Blackhawk Flex faz 8,5 km/l na cidade e 11 km/l na estrada com gasolina. Com etanol, os números caem para 6 km/l e 7,6 km/l. Não é nenhum campeão de economia, mas também não envergonha para um SUV médio de quase 1,8 tonelada.
Tração 4×4 e assistentes de condução
A tração integral com seletor de terrenos e reduzida vem de série. O Compass sempre teve essa pegada mais aventureira dentro da categoria e o Blackhawk Flex não abre mão disso. Já a altura do solo tem 198 mm, ângulo de entrada de 21,7° e de saída de 28,5°.
No pacote de assistências, o destaque é o Assistente Ativo de Direção que combina controle de cruzeiro adaptativo com centralização em faixa. É o famoso nível 2 de automação, o Compass consegue fazer curvas sozinho em vias bem sinalizadas, mantendo a velocidade programada.

Além disso, tem frenagem automática de emergência com detecção de pedestres e ciclistas, alerta de ponto cego, aviso de mudança de faixa e câmera de ré com assistente de estacionamento.
Equipamentos e o que vem de série
O Blackhawk é a versão topo de linha e vem bem servido, são sete airbags, bancos dianteiros com ajuste elétrico, teto solar panorâmico, rodas de liga leve de 19 polegadas e porta-malas com abertura elétrica por sensor de presença. O pacote Adventure Intelligence Plus inclui Alexa embarcada, internet a bordo e navegação integrada.

O porta-malas tem 476 litros com cinco passageiros e pode chegar a 1.180 litros rebatendo os bancos traseiros. Não é o maior da categoria, mas resolve bem.
Preço e concorrência
R$ 274.290 é um valor salgado, o Compass Blackhawk Flex custa praticamente o mesmo que um Volkswagen Taos Highline, que tem motor 1.4 turbo de 150 cv. A diferença de potência é brutal a favor do Jeep, mas o Taos é mais econômico no dia a dia.
Já comparado ao Toyota Corolla Cross XRX Hybrid, que custa cerca de R$ 250 mil, o Compass leva vantagem em potência bruta e torque, mas perde feio em consumo. São propostas diferentes, claro.

A versão Blackhawk a gasolina continua no portfólio, então quem não faz questão do flex pode negociar valores. A Jeep mantém garantia de cinco anos para toda a linha Compass.
O Compass é líder entre os SUVs médios no Brasil há nove anos seguidos. Esse novo motor Hurricane Flex reforça a oferta para quem quer desempenho sem abrir mão do etanol. A questão é se o consumidor topa pagar quase R$ 275 mil por um SUV médio em 2026.









