A confirmação veio rápido, modelo será feito no Paraná e aposta no saudosismo com a volta do Amarelo Canário
Lembra que cantamos a bola aqui no blog em janeiro? Como havíamos antecipado naquele artigo sobre a Tukan, a Volkswagen não quis esperar muito e confirmou agora que a VW Tukan é real. A montadora oficializou que sua nova picape intermediária chega ao mercado em 2027, será fabricada em São José dos Pinhais (PR) e tem a missão de acabar com o reinado da Fiat Toro.

A notícia caiu como uma bomba positiva no mercado, a VW Tukan não é apenas um projeto de slide, é parte de um investimento colossal de R$ 16 bilhões no Brasil. O modelo vai se posicionar acima da atual Saveiro que deve perder suas versões mais caras ou até sair de linha dependendo da estratégia e abaixo da Amarok.
Design e o retorno do amarelo
O nome Tukan (pronuncia-se Tú-kan) segue a cartilha da Volks de usar a letra “T” em seus utilitários, vide T-Cross e Taos. Mas o que chamou atenção mesmo na apresentação oficial foi a cor.
A VW confirmou o “Amarelo Canário” como cor de lançamento. É um golpe baixo na nostalgia, quem viveu os anos 70 e 80 lembra das Brasilias e dos Gols GT nessa tonalidade. Trazer uma cor vibrante para um segmento dominado por picapes brancas e pratas é uma jogada de marketing genial. O visual final ainda é guardado a sete chaves, mas espere linhas inspiradas no T-Cross, só que anabolizadas.

Motorização Híbrida: O 1.5 eTSI
Aqui a conversa fica técnica, a VW Tukan não vai usar motor a diesel. A aposta da marca é na eletrificação com o conjunto 1.5 eTSI.
Trata-se de um sistema híbrido-leve (MHEV) de 48 Volts. Na prática, um pequeno motor elétrico substitui o alternador e o motor de arranque, ajudando a picape a embalar e permitindo que o motor a combustão desligue em velocidade de cruzeiro para poupar combustível.
O que esperar dos números:
- Potência: Cerca de 150 cv.
- Torque: Estimados 25,5 kgfm.
- Câmbio: Automatizado de dupla embreagem (DSG) de 7 marchas.
Mas fica a dúvida, será que 25,5 kgfm de torque são suficientes para quem usa a caçamba cheia? A Fiat Toro diesel entrega 35,7 kgfm. A Volkswagen vai ter que calibrar muito bem esse câmbio para não deixar a Tukan xoxa nas saídas.

Polêmica na suspensão, adeus multilink?
Esse é o ponto que está dividindo opiniões nas redações, enquanto a Toro e a Oroch usam suspensão traseira independente Multilink, focando no conforto de SUV, a VW Tukan pode chutar o balde e adotar eixo rígido com feixe de molas.
Isso mesmo, o sistema de carroça no bom sentido usado na S10 e Hilux. Se confirmado, a Tukan será muito mais robusta para carga do que a Toro, aguentando o tranco de estrada de terra sem reclamar. Por outro lado, o conforto no asfalto pode ser prejudicado, com aquela traseira pula-pula típica de picape média vazia. É uma escolha entre robustez versus conforto.

Comparativo, VW Tukan frente a Fiat Toro
| Característica | VW Tukan (Estimado) | Fiat Toro Turbo 270 |
|---|---|---|
| Motor | 1.5 eTSI (Híbrido Leve) | 1.3 Turbo Flex |
| Potência | 150 cv | 185 cv |
| Suspensão Trás | Feixe de Molas (Provável) | Multilink |
| Câmbio | DSG 7 Marchas | Automático 6 Marchas |
| Destaque | Economia / Robustez | Potência / Conforto |
A VW Tukan 2027 está atrasada para a festa uns 5 anos, a Toro nadou de braçada sozinha por muito tempo. Mas a Volkswagen tem a faca e o queijo na mão, uma rede de concessionárias gigantesca e a confiança mecânica do consumidor brasileiro.
Se o preço for competitivo, começando na faixa dos R$ 140 mil a R$ 150 mil em valores de hoje, a Tukan tem tudo para desbancar a rival italiana. Agora, se a VW pesar a mão no preço como fez com o lançamento do Golf GTE anos atrás, o tucano pode não voar tão alto em 2027.









