IPVA 2026 em São Paulo fica mais caro: valores, calendário e como pagar o imposto

Henrique Santos
Publicado em: 7 de janeiro de 2026
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Imposto mantém as mesmas alíquotas, mas sobe na prática por causa da valorização dos veículos na tabela FIPE

O IPVA 2026 já começou a apertar o bolso de quem tem carro, moto ou caminhão em São Paulo. A regra é a mesma dos últimos anos, as alíquotas não mudaram, mas o imposto ficou mais caro na prática porque os veículos valorizaram na tabela FIPE, usada como base de cálculo pelo governo estadual. Na média, os preços subiram cerca de 2,51% em relação a 2025. Parece pouco, mas no imposto isso aparece.

Em resumo, ninguém escapou. Quem tem carro mais novo sente mais. Quem tem moto também, salvo os casos de isenção.

IPVA 2026 em São Paulo fica mais caro: valores, calendário e como pagar o imposto
Imagem: Divulgação

Por que o IPVA 2026 aumentou mesmo sem mudança na alíquota

A conta do IPVA é simples e conhecida. O Estado pega o valor venal do veículo, definido pela FIPE, e aplica a alíquota conforme o tipo. O problema é que os preços médios dos veículos subiram, puxados principalmente pelo mercado de usados, que ainda não voltou totalmente ao patamar pré-pandemia.

Na prática, mesmo com o percentual idêntico ao de 2025, o valor final do imposto aumentou.

IPVA 2026 SP: alíquotas seguem iguais

As alíquotas do IPVA 2026 em São Paulo continuam as mesmas:

  • 4% para automóveis de passeio.
  • 2% para motocicletas, motonetas, ciclomotores, caminhonetes cabine simples, ônibus e micro-ônibus.
  • 1,5% para caminhões.
  • 1% para veículos registrados em nome de locadoras.

Um exemplo rápido ajuda. Um carro avaliado em R$ 80 mil paga R$ 3.200 de IPVA. Já uma moto de R$ 20 mil gera um imposto de R$ 400, isso quando ela não entra nas regras de isenção.

Detalhe importante: motos de até 180 cilindradas, registradas em nome de pessoa física e com licenciamento em dia, seguem isentas em São Paulo. Finalmente, algo que ajuda quem usa a moto para trabalhar.

Ipva 2026 Sp 2
Imagem: Divulgação

Calendário do IPVA 2026 começa em janeiro

O calendário do IPVA 2026 em SP começa em janeiro e segue o final da placa, como sempre. O proprietário pode escolher entre três formatos de pagamento:

  • Cota única em janeiro, com 3% de desconto;
  • Cota única em fevereiro, sem desconto;
  • Parcelamento em até cinco vezes, de janeiro a maio, sem desconto;

Os vencimentos da cota única ou da primeira parcela seguem este cronograma:

  • Final da placa 1: 12 de janeiro
  • Final 2: 13 de janeiro
  • Final 3: 14 de janeiro
  • Final 4: 15 de janeiro
  • Final 5: 16 de janeiro
  • Final 6: 19 de janeiro Final
  • 7: 20 de janeiro Final
  • 8: 21 de janeiro Final
  • 9: 22 de janeiro Final
  • 0: 23 de janeiro

As demais parcelas vencem sempre nos meses seguintes, respeitando o mesmo final de placa. Sem surpresa aqui.

E os caminhões?

Caminhão tem regra própria. O pagamento à vista em janeiro também garante 3% de desconto. Já a cota única sem desconto vence em 22 de abril. No parcelamento, dá para dividir em três, quatro ou cinco vezes, com vencimentos entre março e setembro, dependendo da opção escolhida.

O que acontece se atrasar o IPVA

Atrasar IPVA nunca é boa ideia, a multa é de 0,33% por dia, limitada a 20% do valor do imposto, além de juros calculados com base na taxa Selic. E pior com o IPVA em aberto, o veículo não pode ser licenciado.

Rodar com licenciamento vencido gera multa gravíssima, sete pontos na CNH e ainda pode resultar na apreensão do veículo.

IPVA 2026 em São Paulo fica mais caro: valores, calendário e como pagar o imposto
Imagem: Divulgação

Como pagar o IPVA 2026 em São Paulo

O processo é simples – Primeiro, o proprietário consulta o valor do IPVA no site da Secretaria da Fazenda de São Paulo, informando a placa do veículo. O sistema mostra o valor venal e o imposto devido.

Depois, é só escolher a forma de pagamento. O IPVA pode ser pago informando o número do Renavam nos aplicativos dos bancos, no internet banking, em caixas eletrônicos ou via Pix por QR Code, disponível nos canais oficiais da Sefaz-SP.

Também há empresas autorizadas que permitem parcelar no cartão de crédito. Vale comparar, porque os juros variam bastante. Após o pagamento, a atualização no sistema do Detran é automática, mas guardar o comprovante ainda é uma boa prática para evitar dor de cabeça depois.

Henrique Santos

Henrique Santos

Apaixonado por carros e motos, compartilho dicas, notícias e curiosidades do universo automotivo nos meus momentos livres.