Imposto mantém as mesmas alíquotas, mas sobe na prática por causa da valorização dos veículos na tabela FIPE
O IPVA 2026 já começou a apertar o bolso de quem tem carro, moto ou caminhão em São Paulo. A regra é a mesma dos últimos anos, as alíquotas não mudaram, mas o imposto ficou mais caro na prática porque os veículos valorizaram na tabela FIPE, usada como base de cálculo pelo governo estadual. Na média, os preços subiram cerca de 2,51% em relação a 2025. Parece pouco, mas no imposto isso aparece.
Em resumo, ninguém escapou. Quem tem carro mais novo sente mais. Quem tem moto também, salvo os casos de isenção.

Por que o IPVA 2026 aumentou mesmo sem mudança na alíquota
A conta do IPVA é simples e conhecida. O Estado pega o valor venal do veículo, definido pela FIPE, e aplica a alíquota conforme o tipo. O problema é que os preços médios dos veículos subiram, puxados principalmente pelo mercado de usados, que ainda não voltou totalmente ao patamar pré-pandemia.
Na prática, mesmo com o percentual idêntico ao de 2025, o valor final do imposto aumentou.
IPVA 2026 SP: alíquotas seguem iguais
As alíquotas do IPVA 2026 em São Paulo continuam as mesmas:
- 4% para automóveis de passeio.
- 2% para motocicletas, motonetas, ciclomotores, caminhonetes cabine simples, ônibus e micro-ônibus.
- 1,5% para caminhões.
- 1% para veículos registrados em nome de locadoras.
Um exemplo rápido ajuda. Um carro avaliado em R$ 80 mil paga R$ 3.200 de IPVA. Já uma moto de R$ 20 mil gera um imposto de R$ 400, isso quando ela não entra nas regras de isenção.
Detalhe importante: motos de até 180 cilindradas, registradas em nome de pessoa física e com licenciamento em dia, seguem isentas em São Paulo. Finalmente, algo que ajuda quem usa a moto para trabalhar.

Calendário do IPVA 2026 começa em janeiro
O calendário do IPVA 2026 em SP começa em janeiro e segue o final da placa, como sempre. O proprietário pode escolher entre três formatos de pagamento:
- Cota única em janeiro, com 3% de desconto;
- Cota única em fevereiro, sem desconto;
- Parcelamento em até cinco vezes, de janeiro a maio, sem desconto;
Os vencimentos da cota única ou da primeira parcela seguem este cronograma:
- Final da placa 1: 12 de janeiro
- Final 2: 13 de janeiro
- Final 3: 14 de janeiro
- Final 4: 15 de janeiro
- Final 5: 16 de janeiro
- Final 6: 19 de janeiro Final
- 7: 20 de janeiro Final
- 8: 21 de janeiro Final
- 9: 22 de janeiro Final
- 0: 23 de janeiro
As demais parcelas vencem sempre nos meses seguintes, respeitando o mesmo final de placa. Sem surpresa aqui.
E os caminhões?
Caminhão tem regra própria. O pagamento à vista em janeiro também garante 3% de desconto. Já a cota única sem desconto vence em 22 de abril. No parcelamento, dá para dividir em três, quatro ou cinco vezes, com vencimentos entre março e setembro, dependendo da opção escolhida.
O que acontece se atrasar o IPVA
Atrasar IPVA nunca é boa ideia, a multa é de 0,33% por dia, limitada a 20% do valor do imposto, além de juros calculados com base na taxa Selic. E pior com o IPVA em aberto, o veículo não pode ser licenciado.
Rodar com licenciamento vencido gera multa gravíssima, sete pontos na CNH e ainda pode resultar na apreensão do veículo.

Como pagar o IPVA 2026 em São Paulo
O processo é simples – Primeiro, o proprietário consulta o valor do IPVA no site da Secretaria da Fazenda de São Paulo, informando a placa do veículo. O sistema mostra o valor venal e o imposto devido.
Depois, é só escolher a forma de pagamento. O IPVA pode ser pago informando o número do Renavam nos aplicativos dos bancos, no internet banking, em caixas eletrônicos ou via Pix por QR Code, disponível nos canais oficiais da Sefaz-SP.
Também há empresas autorizadas que permitem parcelar no cartão de crédito. Vale comparar, porque os juros variam bastante. Após o pagamento, a atualização no sistema do Detran é automática, mas guardar o comprovante ainda é uma boa prática para evitar dor de cabeça depois.









